Ansel Adams

Ansel Adams: America foi uma das últimas obras de Dave Brubeck, lenda do jazz falecida em 2012. Composta por Dave em parceria com seu filho, Chris, trata-se de uma homenagem sinfônica àquele que é considerado um dos artistas mais importantes da história dos Estados Unidos. Para Brubeck, o fato pouco conhecido de que Ansel Adams (1902 – 1984) havia treinado para se tornar um músico clássico (pianista, como ele), influenciou fundamentalmente a obra do fotógrafo. Os dois artistas têm ainda muito em comum: ambos são de São Francisco, Califórnia, e visitaram o vale do Yosemite aos 14 anos, em 1916. Foi nesta viagem, aliás, que Ansel tirou suas primeiras fotografias com uma Kodak nº1 Box Brownie que ganhou de seus pais. Seus registros desse parque, para o qual voltou todos os anos até o final de sua vida, tornaram-se suas imagens mais conhecidas.

O título da homenagem de Brubeck, America, remete ao fato de que a obra do fotógrafo sempre girou em torno da beleza e da vulnerabilidade das terras norte-americanas, bem como dos laços entre homem e natureza. Poucos artistas conquistaram tanta plateia e popularidade em vida quanto ele, considerado um poeta da fotografia de paisagens em preto e branco. Ligado ao desenvolvimento de técnicas revolucionárias para o ofício, como a criação do filme Polaroid em 1947, trabalhou com câmeras e filmes de grande formato durante toda a sua carreira. Entre as dezenas de livros que possuí, três são sobre técnica, ainda que nas entrelinhas vão muito além disso. O Negativo, A Câmera e A Cópia mantém-se até hoje como fundamental nas escolas de comunicação e fotografia.

Não fazemos uma foto apenas com uma câmera; ao ato de fotografar trazemos todos os livros que lemos,
os filmes que vimos, a música que ouvimos, as pessoas que amamos.

Ansel Adams

Nascido em 1902 e extremamente dedicado ao piano durante a adolescência e boa parte da vida adulta, Ansel tem em seu amor pela natureza a principal razão de seu envolvimento com a fotografia. Em 1919, associou-se ao Sierra Club, a primeira ONG americana dedicada à preservação do meio ambiente. Foi no clube que publicou imagens de sua autoria pela primeira vez, em 1922, e realizou sua primeira mostra individual, em 1928. A cada verão, o Sierra Club promovia viagens para Serra Nevada e os registros que Ansel fazia dessas expedições permitia que ganhasse o bastante para sobreviver. Um deles, “Monolith, a Face of Half Dome” (1926), feito no parque Yosemite, constitui uma espécie de marco de seu reconhecimento como fotógrafo. Em 1934, foi eleito diretor do clube, reconhecido como o “artista de Serra Nevada e defensor de Yosemite”.

Foto: Ansel Adams

Foto: Ansel Adams

Foto: Ansel Adams

Foto: Ansel Adams

Na época, Ansel teve duas grandes influências. A primeira foi um rico mecenas de São Francisco, Albert M. Bender, que não apenas o encorajou como garantiu segurança financeira para uma drástica mudança de vida. Com seu patrocínio, publicou um primeiro portfólio, Parmelian Prints of the High Sierras. A segunda foi Paul Strand, um dos responsáveis por definir o cânone do modernismo americano na fotografia. O ano era 1927 e Ansel flertava com o Pictorialismo: publicara um álbum de fotografias em que procurava imitar pinturas impressionistas suprimindo detalhes para criar efeitos suaves, algo feito, em parte, em laboratório. Ao conhecer o trabalho de Strand, mudou de direção: decidiu se desvincular das artes plásticas e buscar uma fotografia pura, que enfatizava como seu melhor atributo justamente a capacidade de retratar o mundo com inédita nitidez.

Foto: Ansel Adams

Foto: Ansel Adams

Foto: Ansel Adams

Decidido a sedimentar esse caminho, fundou, em 1932, o f/64, coletivo que contava com os fotógrafos Imogen Cunningham, John Paul Edwards, Preston Holder, Consuelo Kanaga, Alma Lavenson, Sonya Noskowiak, Henry Swift, Willard Van Dyke, Brett Weston e Edward Weston. A ideia havia surgido alguns meses antes em uma festa na galeria de Weston, a 683, onde discutiram o desenvolvimento de um novo rumo na fotografia que rompesse definitivamente com os laços pictóricos. Em uma referência à menor abertura de diafragma possível nas câmeras de grande formato, o nome sinalizava a mútua convicção de que a fotografia deveria celebrar e não disfarçar sua capacidade inigualável de mostrar as coisas nos seus mínimos detalhes. Mas a relevância das texturas e da nitidez abria caminhos, também, para um tipo de ênfase ao abstrato ainda pouco explorada na fotografia.

Foto: Ansel Adams

Foto: Ansel Adams

Para Ansel, não existe um processo fixo ou ideal para a fotografia: todos os elementos são ou controláveis, ou variáveis. Defendia que se fugisse de qualquer tipo de automação, conceito que se enquadra não apenas nos mecanismos automáticos, mas também na aceitação passiva de regras, bulas, normas, papéis e filmes. Devoto da técnica, via nela um caminho para se chegar na arte, um instrumento flexibilizador do olhar e capaz de dotar o fotógrafo de certa magia. Ao valorizá-la como um fermento para a realização do potencial individual, Ansel afirma:

“Existe gente demais fazendo somente o que lhes disseram para fazer [...]. Tire proveito de tudo: não se deixe dominar por nada, a não ser por suas próprias convicções. Jamais perca de vista a importância essencial do ofício. Qualquer esforço humano que valha a pena depende de muita concentração e grande domínio dos instrumentos básicos.”

Foto: Ansel Adams

Foto: Ansel Adams

Entre suas contribuições está, ainda, o auxílio na fundação do primeiro acervo museológico de fotografias no mundo, o do Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA); a criação do sistema zonal, método para predeterminar com precisão o tom de cada parte da cena fotografada na cópia final; e o desenvolvimento do primeiro curso universitário de fotografia, na Escola de Belas-Artes de São Francisco. Muitos de seus livros são apelos em favor da proteção ambiental, como Making a Photograph (1935), My Camera in the National Parks (1950), This Is the American Earth (1960) e Photographs of the Southwest (1976).

 

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